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© Departamento de Defesa dos EUA Sargento do Exército Amber I. Smith / fotospublicas.com

FOTO: © Departamento de Defesa dos EUA Sargento do Exército Amber I. Smith / fotospublicas.com

Por que Pentágono não atacou posições russas na Síria apesar do desejo de Trump?

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Donald Trump insistia em lançar um ataque inclusive às instalações russas e sírias na Síria, mas o chefe do Pentágono, James Mattis, expressou-se contra tal decisão, escreve o jornal norte-americano The Wall Street Journal, citando fontes.

Segundo o jornal, Mattis apresentou na Casa Branca três opções de ataque: atacar instalações sírias ligadas a armas químicas; atacar um leque de alvos mais amplo, incluindo instalações de pesquisa relacionadas a armas químicas; e atacar centros militares de comando.

A terceira opção previa também ataque contra sistemas de defesa antiaérea russos na Síria. Este plano foi elaborado para "minar o potencial militar do regime sírio" sem afetar "mecanismos políticos de Bashar Assad", diz o artigo do jornal.

Comentando a notícia do The Wall Street Journal, o analista político Yevgeny Ben opinou no ar do serviço russo da Rádio Sputnik que Trump e Pentágono calcularam o ataque minuciosamente.

Ben sublinhou que Washington não quer uma nova guerra mundial, mas persegue outro objetivo.

Para alcançar um "caos controlado" na região, Washington aposta em um conflito entre Irã e Israel, tentando também causar uma disputa entre Moscou e Ancara, que ao contrário da Rússia, apoiou o recente ataque contra a Síria, afirma Ben.

Por outro lado, ressalta ele, os EUA não esperavam uma onda de crítica do ataque, pois a maioria dos países árabes não apoiou a medida. Mesmo Israel "com que contava Trump", continua neutro, conclui analista.

Na madrugada de sábado passado (14), os EUA, França e Reino Unido lançaram mais de 100 mísseis contra o território sírio, a maioria dos quais foram interceptados pelos sistemas sírios de defesa antiaérea. Três pessoas ficaram feridas.

Washington argumentou suas ações como resposta ao ataque químico realizado supostamente pelo governo sírio na cidade de Douma. Damasco, por sua vez, nega todas as acusações.

FONTE: Sputnik Brasil
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