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Não queimem a plantação no Beira-Rio

Postado em 06/04/2021 por

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Não é que os defeitos tenham sido zerados. Não foram, e um deles é grave e persiste, a lentidão na saída de bola da defesa para o meio, com direito a vezes sem fim em que o temor de ir adiante faz zagueiros e laterais acionarem o goleiro a 30 metros de distância.

Se houvesse torcida, este era o momento em que o murmúrio se transformaria em vaia na quinta ou sexta vez do uso demasiado deste recurso. O que não cabe, definitivamente não, é queimar a plantação do trabalho recém iniciado por Ramírez no Inter. Depois que se vence esta lentidão, quando acontece, os espaços se abrem e o Inter cria perigo ao adversário.

Mas acontece pouco ainda neste momento no Inter. É preciso coragem no passe, é preciso o meia e o atacante se deslocando em direção à bola, o que trará uma segunda movimentação de alguém sem bola ocupando o espaço de quem se mexeu. Se não houver movimento entre os homens de meio e frente, a defesa vai ficar uma vida a trocar passes inúteis em paralelo ao gol.

Miguel Ángel Ramírez, técnico do Inter — Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital

Miguel Ángel Ramírez, técnico do Inter — Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital

O Ypiranga já tinha feito a marcação mais severa sobre a zaga, houve erros, atribuiu-se ao processo inicial do trabalho do Ramírez, o que continua sendo incipiente e requer paciência e repetição. Mas cuidado! Repetição da ideia, não dos erros e entre os erros não há maior e mais urgente do que esta lentidão paquidérmica na saída que inclui, inutilmente, o goleiro como homem de linha sem sucesso previsto.

Então, Miguel Ángel Ramírez precisa ter tempo para os jogadores assimilarem a essência do conceito, o que implicará coragem para o passe vertical ao invés da bola irritantemente devolvida à estaca zero com o goleiro a trocar passes com zagueiros. A manter esta troca de passes em paralelo ao gol, todo adversário fechará acordo neste tempo perdido e terá facilitado seu trabalho de marcação.

De resto, há titularidades em clara revisão. Patrick, por exemplo, não terminou nenhuma partida em que começou entre os onze. Foi o melhor jogador do Inter no Brasileirão, agora não rende e creio que deveria ser mantido até dar certo ou mudar sua função porque ganhou protagonismo pelos próprios méritos e desperdiçá-lo agora seria um equívoco.

Dourado, ao contrário, está fazendo o que supostamente Ramírez quer do primeiro volante e não há como questioná-lo como titular. O trabalho vai andar, em alguns itens terá que correr porque vem aí fase de grupos da Libertadores.

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