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Após assaltos, taxistas pedem mais segurança em Foz do Iguaçu, na região da Ponte da Amizade

Postado em 17/09/2021 por

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Segundo a categoria, nos últimos dias, foram registrados pelo menos seis assaltos a taxistas e carros de turismo na fila da BR-277, em direção ao Paraguai.

Taxistas de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, têm pedido mais segurança dos órgãos responsáveis, principalmente, durante as travessias na Ponte Internacional da Amizade, em direção a Cidade do Leste, no Paraguai.

Conforme o Sindicato dos Taxistas de Foz do Iguaçu, de uma semana para cá, pelo menos seis assaltos a taxistas e a carros de turismo foram registrados na fila que se forma em determinados momentos na BR-277.

A Neide Alves é taxista há nove anos e foi uma dessas vítimas. Ela está traumatizada com o que aconteceu nesta semana, às 10h40, perto da ponte.

“De repente, uns moleques saíram na BR já dando voz de assalto. Bateram no vidro do meu carro com revolver, me fizeram abrir. Eu me sinto indignada. Dá revolta. Até agora estou nervosa só de lembrar a revolta e o medo que a gente passou dentro do carro.”

Os suspeitos também assaltam os passageiros. No caso da Neide, os criminosos levaram o celular dela e todo o dinheiro das duas passageiras, cerca R$ 1,5 mil reais.

“É assustador, a gente fica com medo, à merce desses meninos que estão aí para assaltar. Eles estão para morrer ou para matar, não estão nem aí.”

Foz do Iguaçu tem cerca de 1,5 mil profissionais que trabalham com carros de turismo e táxis.

Os sindicatos e cooperativas que representam as duas classes protocolaram um ofício nos órgãos de segurança pública e na secretaria de turismo.

Eles pedem que o policiamento seja reforçado na região da ponte. Que seja feito um trabalho conjunto, como era antes da pandemia do novo coronavírus.

“Ficou determinado que a fiscalização iria trabalhar da seguinte forma, em cooperação entre a PRF, fiscalizando a BR-277, em uma das margens a PM, e na margem esquerda a GM. Isso foi feito e durante esse período houve a tranquilidade. Mas esses acordos foram deixados de lado. Muda-se o comando e aí esses acordos precisam ser revistos.”

Outra vítima dos assaltantes foi a Leidi, que ficou com um hematoma no braço da coronhada que levou durante o roubo no mesmo trecho.

Além do prejuízo, as vitimas precisam lidar com o trauma após o crime.

“Bateu no vidro, do lado do passageiro, com uma arma. Como eu não abri o vidro, ele deu a volta, veio do meu lado e continuou insistindo, batendo e tentando abrir a porta. Assim que abaixei o vidro do carro, ele já me bateu, me agrediu, colocou a arma no meu pescoço.”

Foz do Iguaçu conta com cerca de 1,5 mil taxistas e motoristas de carros de turismo — Foto: Giovani Zanardi/RPC

Foz do Iguaçu conta com cerca de 1,5 mil taxistas e motoristas de carros de turismo — Foto: Giovani Zanardi/RPC

O que dizem os órgãos de segurança?

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que tem atuado continuamente com relação a segurança no trecho, próximo da Ponte da Amizade, tanto no levantamento de inteligência, quanto no policiamento ostensivo.

Segundo a PRF, a dificuldade que se apresenta na região é porque não há homogeneidade em relação às quadrilhas.

“Tem alguns indivíduos que tentam se arriscar em relação a isso, mas a gente tá fazendo esse levantamento todos os dias. Há patrulhamento e, na medida do possível, a gente tá tentando aí coibir e reduzir esses assaltos”, disse o policial rodoviário federal Hermeto Junior.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a segurança no local é de responsabilidade da Guarda Municipal (GM) e da PRF.

Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Reginaldo da Silva, responsável também pela GM, a zona primária da ponte e o prolongamento da BR-277 são áreas de circunscrição da PRF.

Sobre as ruas paralelas à ponte, na região do Jardim Jupira ou da Vila Portes, a secretaria de segurança pública e a GM dão apoio às ações para evitar furtos e roubos quando há formação de filas na BR-277, segundo o secretário.

Diante da demanda apresentada, a secretaria informou que fará contato com as forças de segurança para que sejam programadas operações em conjunto, para dar suporte às polícias e garantir sensação de segurança para os que precisam transitar pelo local.

Fonte RPC

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